| Ficha |
| Apelido |
| Félix |
| Nome |
| Félix Mielli Venerando |
| Data de Nascimento |
| 24 de dezembro de 1937 |
| Local de Nascimento |
| São Paulo-SP |
| Altura |
| n/d |
| Peso |
| n/d |
| Posição |
| Goleiro |
| Carreira |
| 1956-1956 |
Portuguesa |
| 1957-1957 |
Nacional-SP |
| 1957-1968 |
Portuguesa |
| 1969-1977 |
Fluminense |
|
Félix Mielli Venerando nasceu em São Paulo,
em 24 de dezembro de 1937. Profissionalizou-se no Juventus, com apenas
15 anos, e foi reserva do legendário goleiro Oberdã Catani, que teve
seu auge no Palmeiras. Dizem que Oberdã conseguia defender um chute
segurando a bola com apenas uma mão.
Foi contratado pela Portuguesa em 23 de julho de 1955, mas não tinha
chance na equipe, pois a Portuguesa já contava com os goleiros Cabeção e Lindolfo.
Sua estréia foi em 26 de março de 1956, no Rio-São Paulo Internacional.
Cabeção estava defendendo a seleção e Félix jogou na vitória de 2 a
1 contra o Newell's Old Boys, da Argentina. A equipe era formada por:
Félix, Zé Amaro e Nena; Giacomini, Manoel e Hermínio; Paulinho (Nelsinho),
Ipojucan, Aírton, Zé Amaro e Edmur.
Com a saída de Cabeção em 1957, a Portuguesa contratou no ano seguinte
o goleiro Carlos Alberto, que havia jogado no Vasco. Félix passou a
treinar com os aspirantes e foi campeão paulista em 1957. Foi emprestado
ao Nacional-SP, onde jogou com o zagueiro (e mais tarde técnico) Mário
Travaglini.
Apenas com a chegada do treinador Nena, no final de 1960, é que Félix
passou vestir a camisa 1 da Portuguesa. Foi titular absoluto de 1961 a
1963. De 1964 a 1968, quando deixou o Canindé, passou a se revezar com Orlando,
contratado do São Cristóvão, do Rio de Janeiro.
Em 25 de junho de 1965, a Portuguesa foi convidada
para tomar parte nos eventos ligados à Feira Internacional de Nova York (1964/1965 New York World's Fair)
e teve de enfrentar na cidade de Ludlow, Massachusetts, a seleção de Boston. O time da Portuguesa
era respeitável, com Ivair, Almir e
Dida (campeão mundial em 1958), entre outros.
O jogo estava tão fácil que, quando já estava 9 a 0, Orlando entrou
no gol e Félix, em vez de deixar o campo, decidiu jogar no ataque. Após
um cruzamento de Almir pela direita, Félix entrou na área e marcou o
décimo gol. O jogo acabou 12 a 1.
Jogando pela Portuguesa, disputou quatro partidas pela seleção brasileira.
Estreou no Pacaembu, em 21 de novembro de 1965, defendendo a chamada
"seleção azul" na vitória de 5 a 3 sobre a Hungria. Disputou a Copa
Roca em Montevidéu, contra o Uruguai, entre 25 de junho e 1 de julho
de 1967, em três empates (0 a 0, 2 a 2 e 1 a 1).
Em 3 de março de 1968, disputou sua última partida pela Portuguesa,
um empate em 0 a 0 contra o São Paulo. A Portuguesa jogou com:
Félix, Zé Maria, Jorge, Augusto e Marinho; Ulisses, Lorico e Paes; Ratinho,
Leivinha (Basílio), Ivair e Rodrigues.
Foi vendido para o Fluminense em 20 de julho de 1968, por Cr$ 150 mil.
Foi o goleiro titular do Brasil na Copa de 70, apesar das fortes críticas
sofridas por parte da imprensa esportiva da época. Totalizou 48 partidas
pela seleção.
Encerrou a carreira no Fluminense, em 23 de janeiro de 1976, após o
diagnóstico de uma calcificação de 7 cm no ombro direito.
Análise Técnica
Fonte: Pelé.net
Jogo aéreo: falhava bastante.
Colocação: boa. fazia grandes defesas, mas às vezes falhava em bolas
fáceis.
Reposição de bola: regular.
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| Títulos |
| Taça de Prata |
| 1970 |
Fluminense |
| Trofeo Teresa Herrera |
| 1977 |
Fluminense |
| Campeonato Carioca |
| 1969 |
Fluminense |
| 1971 |
Fluminense |
| 1973 |
Fluminense |
| 1975 |
Fluminense |
| 1976 |
Fluminense |
| Seleção Brasileira |
| 1970 |
Copa do Mundo |
| 1971 |
Copa Roca |
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